quinta-feira, 26 de abril de 2012

This is it

Comecei a escrever por uma razão: colocar pra fora as ideias loucas que tinha/tenho sobre o mundo e como ele funciona. Impulsionado por alguém que fora importante, blogar foi o passo seguinte. Além de bastante opinativas, cada postagem era uma parte de mim e contava uma historinha.

Somadas, as historinhas viraram uma história (como bem sabem meus 2 leitores) e, como toda história, ela precisa ter um fim. Esta acabou, junto com o blog, bastando apenas dizer que Ainda Não Encontrei o que Estou Procurando.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Herois da FEB

Já faz algum tempo que tenho intenção de homenagear os Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira – FEB – pelos atos heróicos e de extrema bravura em terras italianas e não poderia faze-lo apenas através de palavras.
Por conta do aniversário de 67 anos da tomada de Monte Castelo no último dia 21 de fevereiro, resolvi postar esta série de reportagens (já postada anteriormente no Sala de Guerra, blog do colega Júlio Antunes) produzidas no ano passado pela RPC TV, afiliada paranaense da Rede Globo.








domingo, 25 de dezembro de 2011

Papai Noel

[Desconstruindo Papai Noel]
Quando era criança eu sempre me perguntava o motivo de o velhote só chegar à meia noite do dia 24 para o dia 25. Convenhamos que, só pela ansiedade dos presentes, esperar até meia noite naquela época era tenso. O tempo simplesmente não passava.
Enfim, qual a razão do maracujá de gaveta barbado demorar tanto? Simples! Primeiro pq mora longe pra caralho, lá na PQP, e qualquer semelhança com a música Toda Puta Mora Longe do Velhas Virgens não é mera coincidência. E segundo pq ele passa o dia 24 inteiro dando e comendo o Rudolph, a rena do narizinho vermelho. Sugestivo o 24, não?
O resultado é esse que vcs estão vendo: o cara chapado, praticamente em coma alcoólico e nesse estado deplorável enquanto as criancinhas de todo o mundo o esperam.
Vc vai mesmo permitir que essa coisa aí coloque seu filho no colo ao entregar os presentes?
Eu não!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Facebook e o Holocausto

Algum tempo atrás alguém postou, no Twitter, o link de uma matéria sobre um piá ter processado o Facebook por armazenar dados não autorizados sobre ele, como fotos, o que curtiu ou não, entre outras coisas. Como ganhou a causa, o piá tbm exigiu um relatório detalhado sobre todas as informações que o FB possuía dele, no que recebeu um calhamaço de 1200 páginas.
Logo que o regime nazista assumiu o poder no início dos anos 1930, começaram a fazer um recenseamento com perguntas aparentemente simples sobre o modo de vida da população. Muito se questiona sobre a eficácia com que os nazistas encontraram e deportaram os judeus durante a 2ª Guerra Mundial e a resposta é simples: foi dessa forma aparentemente inocente que os identificaram. Em nome do lucro, os americanos forneceram a tecnologia necessária à catalogação (máquinas leitoras de cartão perfurado - precursora da informática moderna) que permitiu tamanha precisão. Confira este link para mais detalhes.
Resolvi, de brincadeira, criar um perfil fake no FB só pra bisbilhotar (e pra parar de usar a conta da minha mãe para estes fins). Pelo e-mail que usei para me logar, uma tal de Elisabete já havia mandado convite de amizade, o qual neguei por não conhece-la. E mesmo que conhecesse não aceitaria o convite pq não quero ter perfil ativo. Para minha surpresa, mesmo depois de ter negado o convite, o FB ainda perguntou se eu a conhecia fora do mundo virtual. O que interessa para um site como este saber se eu conheço a pessoa no mundo real? Boa coisa não é.
Voltando para a época atual, sabe aquelas perguntas bobas que a gente responde sem nem pensar direito? Pois é, convém pensar um pouco melhor antes de responder ao censo e àquelas perguntas idiotas do questionário sócio-econômico do ENEM ou dos Vestibulares uma vez que não sabemos quem tem acesso a estes dados e muito menos quais os reais interesses. No final das contas minha aversão às redes sociais tem algum fundamento que vai além do meu senso antisocial. Uma coisa é certa: nada é por acaso e qualquer semelhança com recenseamentos anteriores não é mera coincidência. Fiquem ligados!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Papo Nerd 6

Vc já pensou em viajar no tempo? Certamente que sim, principalmente se for fã de filmes como “De Volta para o Futuro” ou um tímido inveterado que gostaria de dizer a si mesmo pra não ter medo de chegar junto daquela guria do colégio pq ela lhe dirá “sim”. E se vc se deslocar no espaço-tempo sem nem saber?
Sabe esse monitor para onde vc está olhando agora? Pois é, para que seja possível enxerga-lo é preciso que ele emita luz e que ela chegue até seus olhos (qdo estiver ligado). Da mesma forma, qdo ele estiver desligado é preciso que haja uma fonte luminosa no ambiente, a luz refletirá nele (monitor) e chegará até seus olhos para que vc o enxergue. Se não houver nenhuma fonte luminosa no ambiente vc não conseguirá enxergar nada, justamente pq não há luz chegando aos seus olhos. Agora que entendemos como funciona o processo da visão já é possível pirar o cabeção no deslocamento temporal.
Lembra daquelas aulas de História em que a gente desenha uma linha do tempo linear? Nada mais é do que um risco reto, seguindo a linha da folha do caderno. Vamos marcando os anos de forma crescente, começando pela esquerda e aumentando conforme avança para a direita.
Uns físicos muito loucos (ou atrasados, dependendo do ponto de vista) acreditam que o espaço-tempo é linear e, por isso, impossível de se avançar ou retroceder nele. Viajando na maionese, imaginemos que seja possível um veículo se descolar em velocidade superior à da luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo, e que esse veículo se deslocará de um ponto “A” qualquer até um ponto “B”. Se estes pontos estiverem a 300 mil quilômetros de distância um do outro, a luz demorará exatamente um segundo para se deslocar de “A” a “B”. Supondo que os pontos estejam a 600 mil quilômetros de distância um do outro e que o veículo se mova a 600 mil quilômetros por segundo, a luz demorará 2 segundos para ir de “A” até “B”, enquanto o tal veículo demorará apenas 1 segundo para se deslocar pelo mesmo percurso. Como o veículo em questão se move mais rápido que a luz, ele chegará ao ponto “B” antes que a luz refletida do objeto chegue lá. Ao chegar em “B”, a pessoa que estiver no veículo visualizará o ponto “A” no segundo anterior ao de ter saído de lá, ou seja, retrocedeu um segundo no tempo. Ao passo que se a pessoa se deslocar do ponto “B” para o ponto “A” visualizará a luz instantes posteriores. Traduzindo em miúdos, avançará ao futuro. Muito louco, não?
Uma outra vertente da Física acredita que o espaço-tempo seja uma espiral, onde passado e futuro ocasionalmente se encontram. Nos deslocamos por ele sem nem termos consciência disso e, em tese, nosso cérebro está adaptado a essas “viagens” esporádicas. Para não fritarmos nossos miolos tentando entender o que aconteceu, o cérebro automaticamente “apaga” essas experiências e pronto, a vida continua. O problema, ou a solução, é que não esquecemos completamente dessas “viagens” e por isso temos aquelas sensações de deja vu. Uma pira bem louca essa, não?
Ok, ok, antes que eu perca meus dois leitores já adianto que não andei fumando nada. Não posso citar nomes e nem fontes pq não me lembro onde li essas paradas, além de isto não ser um artigo científico e nem nada, mas as teorias são perfeitamente válidas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sinceridade

Quando eu tinha uns 9 anos de idade e estava na 3ª série, a professora inventou de fazermos um amigo secreto no final do ano. A ideia da “cabeça-de-latinha” era desenvolver o lado sociável dos alunos ao escrever um cartãozinho para o tal amigo e pela troca de presentes (que era uma caixa de bombons).
O piá que se sentava na minha frente era a personificação perfeita do mala-sem-alça. Só fazia bagunça, abria a boca pra falar besteira bem na hora da explicação da professora, tirava sarro da menina que eu gostava bem na minha frente (ele não sabia que ela era minha “musa”), entre outras peripécias, e eu não falava nada. Como sempre fui muito comportado (acho que o termo correto é “tímido”), aquilo tudo me incomodava muito.
Por ironia do destino, tirei justo ele como amigo secreto. No tal do cartãozinho eu escrevi que lhe desejava um feliz natal, com muitos presentes e próspero ano novo (aquelas merdas que a gente escreve e recebe todo ano) e, pra fechar, que esperava nunca mais ve-lo.
Penso que aquela era a forma dele expressar seu gosto pela vida, de aproveitar a infância e, em parte, não merecia ter lido aquilo. Talvez hoje eu fosse menos ranzinza se tivesse levado a escola mais “na flauta”, brincado mais, zuado mais e falado mais besteira pras meninas.
Meus ataques de sinceridade são uma de minhas características que cultivo desde a infância, mas não de forma tão exacerbada. Quando esse meu lado se manifesta acabo por magoar, de forma involuntária, alguém ao meu redor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Amor


Há quem o tenha e valorize.
Há quem tem e desperdiça.
E também há quem poderia ter, mas faz tão pouco caso que passa a possuir apenas minha total e completa indiferença.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Natureza

Às vezes ela me surpreende, mesmo nesta selva de pedra.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

USP

Tudo começou com a tentativa de assalto a um estudante da Faculdade de Economia da USP no dia 18/05 desde ano e que fatalmente terminou com sua morte. O centro acadêmico da referida faculdade organizou um protesto na manhã do dia seguinte pedindo por mais segurança dentro do campus.
A polícia foi lá, fez um convênio com a reitoria e suas passagens tornaram-se mais rotineiras, por assim dizer.
Até aí, tudo dentro dos conformes.
Não sou fã da polícia e nem de seus modos truculentos, mas ao desempenharem o trabalho pelo qual são pagos enquadraram três estudantes fumando uma couve, tempero verde, orégano, chame aquela porra do que quiser. Pode chamar pelo nome literal, Cannabis sativa, também conhecida como maconha. A partir daí baixou o santo nos universitários, saíram rodando a baiana e invadiram a reitoria pq os vagabundos foram enquadrados. Pra que?
Meu, esses estudantes estão perdendo o foco! Não estamos mais em plena ditadura onde o simples fato de estar numa faculdade seja motivo de ir passar a noite no xadrez, nem de ter esses chiliquinhos por qualquer coisa.
Querem protestar? Então que protestem por problemas reais que afetam a sociedade como um todo, como a falta de qualidade dos serviços de saúde, educação, segurança pública ou até mesmo pela corrupção, pela roubalheira descarada e pelos políticos que não fazem porra nenhuma pra merecer os salários e mordomias que ganham. Isso é motivo de protesto.
Agora vêm encher o saco por causa daqueles 3 maconheiros, possivelmente filhinhos de papai, que foram parar no xadrez? Ah, vão tudo pra merda!!!
Isso é falta de levar umas boas cintadas na bunda pra largar mão de ser besta. E não resolvendo o problema até a adolescência, então é falta de borrachada nas canelas dessa molecada mimada. No final das contas, a falta de foco os reduziu a meros vândalos.